As medidas econômicas do governo e o seu bolso

politica-economicaBem amigos, o papo de hoje é a respeito de assuntos da economia que a princípio parecem chatos, complicados e difíceis, e por essa razão não nos interessa muito, só que impactam diretamente em nossas vidas, e que deveríamos ficar mais atentos a eles.

Vamos falar um pouquinho sobre as medidas de incentivo ao consumo tomadas pelo governo, com vistas ao desenvolvimento econômico e social, mas que nem sempre podem trazer os benefícios ditos e esperados. Devo dizer que vou me ater aos fatos, sem tomar nenhuma postura político-partidária.

Muitas foram as oportunidades que falamos do perfil de consumo do brasileiro, que se acostumou a buscar vias caríssimas de financiamento de seus sonhos em detrimento da poupança para adquirir seus bens à vista. No geral a forma mais usual de compra do brasileiro é através do endividamento de longo prazo. Claro que em algumas circunstâncias isso é inevitável, mas sempre podemos encontrar uma alternativa através da inteligência financeira.

Mas o que temos visto nos últimos anos é que o governo tem adotado uma política de incentivo ao consumo como a redução de impostos, de taxas de juros e até o lançamento de cartões de crédito para a aquisição de eletrodomésticos.

Essas ações tem como ideia central manter a economia do país funcionando mantendo os empregos na indústria e no comercio, além de permitir o acesso das classes mais baixas ao mercado de crédito.

Por outro lado continuamos sem ver nenhuma política pública de educação financeira, e permitir o fácil acesso ao crédito sem que essas pessoas estejam preparadas para lhe dar com isso e muito menos entender o seu funcionamento, prolifera-se a ciranda dos juros adorada pelos bancos, o endividamento e a inadimplência das famílias.

Na crise de 2008 essas medidas já tinham sido tomadas e o efeito naquele momento foi positivo, já que evitou que o Brasil entrasse em recessão e passasse com certa tranquilidade pela tormenta causada pela economia americana. Mas isso não significou que continuávamos com o mesmo equilíbrio para enfrentar outra crise caso isso acontecesse novamente num curto intervalo de tempo.

O problema é que aconteceu. A crise da Europa nos pegou ainda em fase de recuperação, e a adoção do mesmo remédio não está surtindo o efeito de antes. À medida que o governo baixava os juros e reduzia impostos, os brasileiros iam às compras, e com o aumento da demanda a indústria foi elevando seus preços trazendo de volta o fantasma da inflação.

Agora a equipe econômica tenta reverter o quadro elevando as taxas de juros e tributárias procurando reencontrar o equilíbrio perdido. Mas como em economia os efeitos não aparecem de imediato, esse quadro tende a se prolongar por mais algum tempo ainda.

Espero ter mais uma vez ajudado a esclarecer alguns efeitos em nosso bolso do que essas medidas econômicas que nos parecem tão distantes provocam e que nos passam despercebidas, mas que estão nos afetando a todo tempo.

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