O risco X

4f1_300eike-10267-5047869c80605Bem amigos, o grande assunto dos últimos tempos no mercado tem sido a situação das empresas do milionário Eike Batista. De uma hora pra outra o tema invadiu as mesas de bares, rodas de amigos e todo mundo está falando de OGX, MPX, enfim, tudo que tem três letras com X no final. Sendo assim, vamos entender um pouco o que está acontecendo e saber como tirar algum proveito disso.

Devo esclarecer que em função da minha condição de Agente de Investimentos certificado pela ANCORD e fiscalizado pela CVM, sou impedido de emitir qualquer tipo de análise própria, então o que apresentarei aqui é uma compilação do que as principais instituições do mercado divulgaram nos últimos dias.

O problema das empresas se divide em partes. O projeto original previa que as empresas do grupo EBX formariam uma cadeia produtiva em que uma se beneficiaria das demandas geradas pela outra. Por exemplo: para prospectar e transportar o petróleo da OGX seriam usados navios e plataformas construídas pelo estaleiro OSX. O transporte do minério da MMX seria feito pela LLX e exportado através de portos da mesma empresa. A MPX geraria a energia necessária para abastecer a cadeia, e por aí vai.

Para financiar tudo isso Eike foi à bolsa de valores e captou muito recurso a baixo custo. Além disso, lançou títulos de dívidas no exterior na ordem de mais de US$ 4 bilhões. Nesse momento a petroleira ainda não extraía uma gota sequer de óleo do fundo do mar, mas queimava suas reservas na campanha exploratória.

Durante esse período eram divulgadas notícias muito otimistas, o que atraía muitos investidores de todos os portes para o negócio.

A casa de Eike começou a cair há um ano, com a confirmação de que o único poço em atividade não cumpriria a promessa de 20 mil barris de petróleo diários, mas apenas 5 mil. Isso lançou uma nuvem de desconfianças sobre a capacidade da empresa de cumprir seus compromissos de curto e médio prazo, e até mesmo ter caixa para continuar a produzir e gerar mais dinheiro para se manter em operação, fazendo com que as ações caíssem de R$ 17,00 para os atuais R$ 0,50.

Os principais investidores (Bradesco, Itaú, BNDES, BTG Pactual, Petronas, Caixa), jamais deixariam a empresa ir à pique já que o comprometimento desses passam dos US$ 11 bilhões. O que deve acontecer é a perda de participação e de poder de Eike Batista dentro da empresa, o que traria credibilidade e motivaria a entrada de novos recursos. Um plano de reestruturação da dívida já é pensado. Ao final de tudo as empresas se tornariam independentes, e Eike, coitadinho, seria minoritário, mas estaria sem dívidas e com míseros 1 ou 2 bilhões de dólares livres no bolso.

Esse processo já se iniciou com a saída dele da presidência do conselho de administração da MPX, o que já fez com que a sócia alemã E.ON aumentasse a sua participação injetando quase US$ 400 milhões na empresa.

Para quem tem expectativas de longo prazo na bolsa, e já está comprado nas ações das empresas, os analistas recomendam que mantenham suas posições e não realizem os prejuízos, e aqueles que ainda não compraram, podem estar diante de uma grande pechincha, desde que também não tenham pressa e olhem para um horizonte de no mínimo 5 a 10 anos, já que grandes fundos chamados de “abutres” por comprar títulos de empresas em dificuldades financeiras mas com condições de se reestruturar já se preparam para encher os bolsos com OGX.

Então é isso, estamos abastecidos com informação e papo para os próximos dias, e vamos ver o que acontece.

É hora de entrar em AÇÃO!

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Marketing multinível ou pirâmide financeira? Entenda.

Piramide_dinero_1_920Bem amigos, nos últimos meses temos visto uma onda de ofertas de empresas que prometem lucros fantásticos e rápidos, a partir de baixíssimos investimentos, e isso tem feito os olhos de muitas pessoas brilhar. Vamos falar um pouco sobre isso hoje, e colocar um pouco de luz sobre o tema.

Pra começar quero dizer que não estou aqui pra julgar nenhuma empresa já que não tenho informações técnicas suficientes pra tanto, e é bom que saibamos que os órgãos competentes já estão investigando todas elas, e se for o caso as providências serão tomadas por quem de direito. Dessa forma não citarei nenhuma empresa aqui.

A justificativa para o negócio é que trata-se de uma ação de marketing multinível (MMN). Em seu livro Marketing de Rede – o Guia Definitivo do Mlm Multi-level Marketing”, o autor Will Marks define MMN como um sistema de distribuição, que movimenta bens e/ou serviços do fabricante para o consumidor por meio de uma ‘rede’ de contratantes independentes.

O Marketing Multinível (MMN) funciona recrutando pessoas para vender, divulgar ou consumir um produto. Recebe comissão em forma de bônus quem recruta pessoas para vender ou representar seus produtos, como seus “downlines” (ou “parceiros de negócio”). Pode ser exigido dos novos associados que paguem pelo treinamento/material de propaganda, ou que comprem uma grande quantidade dos produtos para o sistema que irão vender. Um teste de legalidade utilizado é verificar se o MMN ou empresa em questão obtém pelo menos 70% de sua renda de vendas a varejo para não-membros.

Essa definição é de fundamental importância para entender o que é legal e o que não é. Então se o lucro é fruto das vendas dos produtos ou serviços é legal, agora se o dinheiro ganho é em função dos investimentos que os entrantes aportam no negócio, isso chama-se pirâmide financeira e é crime contra a economia popular previsto na lei nº 1.521, de 26 de dezembro de 1951, que trata dos crimes contra a economia popular que dispõe em seu art. 2º, inciso IX, que constitui crime contra a economia popular, punível com 6 meses a 2 anos de detenção, quem “obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos (“bola de neve”, “cadeias”, “pichardismo” e quaisquer outros equivalentes)”.

Vale lembrar que qualquer pessoa que recrute outra com essa intenção está sujeita às penalidades, e não apenas os responsáveis pela empresa.

Me espanta ver como algumas pessoas esclarecidas se deixam levar por essas promessas e não pensam no que pode acontecer mais à frente, apontando para exemplos de um ou de outro que comprou um carro, ou fez uma viagem… É claro que os que entraram primeiro irão ganhar dinheiro, e as imagens de ostentação fazem parte do processo de cooptação de novos membros para a rede. Mas como isso se sustentará no longo prazo? A população é finita.

A história mostra que muita gente já foi vítima dessas fraudes (esquema Ponzi, avestruz master, entre outros), mas volta e meia aparecem novas versões cada vez mais sofisticadas e mascarando o esquema de maneira diferente.

Pra mim algumas circunstâncias já revelam traços de que existe algo errado, devido aos ganhos fenomenais prometidos, e a não circulação dos produtos ou serviços. Nós que trabalhamos há muito tempo sabemos que certas promessas são como ouro-de-tolo que só deslumbram aos gananciosos e de má ambição. A riqueza vem do trabalho, dedicação e disciplina. Não há outra forma.

Acho que devemos ficar de fora e observando o desenrolar das investigações e se as autoridades derem seu parecer positivo, o problema da pobreza do Brasil estará resolvido. Por fim, digo a todos que tenham muito cuidado no que confiam, já que perder o dinheiro não é nada em comparação com a sua consciência em relação a amigos e parentes e muito menos a sua liberdade.

É hora de entrar em AÇÃO!

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Como a alta do dólar interfere em nosso bolso?

121636597Bem amigos, a nossa conversa de hoje a princípio pode não lhe interessar muito, mas gostaria que desse um pouco mais de atenção, já que muitas coisas que estão sendo ditas em relação à nossa economia refletem diretamente em nosso bolso, mas muitas vezes passam batidas. Vamos entender um pouco de que forma esse alta da cotação do dólar interfere em nossas finanças pessoais.

Essa elevação da cotação do dólar deve-se às mudanças que o governo americano vem implementando em sua economia, o que melhora a confiança internacional nos Estados Unidos, valorizando a sua moeda em detrimento da nossa.

Isso nos afeta diretamente já que ainda somos um país que importa muito do que se consome, principalmente combustível.

Apesar da tão falada autossuficiência de alguns anos atrás, o apetite do Brasil por gasolina e óleo diesel cresceu muito e a Petrobras não dá conta, já que não temos refinarias para produzir o que precisamos, dessa forma exportamos óleo bruto e compramos os derivados.

Com o dólar em alta gasta-se mais em reais para pagar a conta, ou seja, quanto maior o valor da moeda americana, menos vale a nossa, o que eleva o preço na hora do abastecimento.

Mas não para por aí. O principal meio de transporte de mercadorias do país é rodoviário, e com o óleo diesel mais caro, toda a cadeia é afetada, já que aumenta o custo do frete, que é repassado para o comprador dos produtos, que por sua vez repassa no preço final, provocando inflação.

Além disso, alguns produtos importantes como o trigo do pão que comemos também é em grande parte importado, sofrendo duplamente o problema.

O governo tem tentado com algumas medidas resolver a questão, mas como o que tem provocado a elevação do câmbio foge ao controle de nossa equipe econômica, não tem obtido muito êxito.

Já estamos em um cenário de inflação crescente e pra tentar contê-la a Petrobras vem subsidiando os preços dos combustíveis queimando reservas financeiras na ordem de 20 bilhões de reais ao ano (e com dólar alto piora mais ainda), mas não se sabe até quando isso será possível. Uma hora os preços dos combustíveis vão ter que subir, e pagaremos a conta mais uma vez.

Essas são situações comuns de uma economia globalizada, e que exigem das equipes técnicas que interfiram sempre de maneira cautelosa e com propósitos de prazos maiores que quatro anos.

Espero ter ajudado mais um pouco, e vamos ficar atentos aos próximos acontecimentos.

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Tá sobrando mês no seu salário? Planeje seus gastos.

108113230Bem amigos, como está o bolso? Tudo certo ou tá sobrando mês no seu salário? Espero que estejam controlando o dinheiro direitinho, mas esse é um problema que muita gente não consegue resolver, esticar o salário até o final do mês.

Mas qual a razão disso? A resposta é simples: Falta de planejamento.

A maioria das pessoas ainda não fazem um controle absoluto de seu dinheiro, apenas escrevem algumas continhas básicas com o principal a ser pago no mês, mas isso não basta.

Hoje existem muitas ferramentas gratuitas pra controle de finanças pessoais, e se ainda assim você não se adaptar a nenhuma delas pode usar o Excel e construir a sua própria planilha. O importante é ter uma visão geral de seu orçamento e não apenas daquelas contas maiores, mais visíveis. Confiar na memória é a pior opção.

Um bom orçamento deve ser divido em pelo menos quatro partes:

1 – Investimentos:

Pague-se primeiro. Se você não consegue se “pagar” como terá disciplina para pagar aos outros? Então é importante separar o valor destinado aos seus investimentos tão logo receba o seu dinheiro. Se deixar para investir o que sobrar, nunca começará a acumular riquezas.

2 – Custo fixo:

Existem contas que estarão todos os meses em nosso orçamento. Não dá pra deixar de pagar alimentação, energia, moradia, transporte, plano de saúde, etc.. Dá até pra fazer um controle e tentar economizar em alguns casos, mas não temos como cortá-los.

3 – Cultura e lazer:

Esse item é fundamental para que tenhamos qualidade de vida. Muitas vezes é aqui que as pessoas se perdem, pois não determinam uma verba específica para isso, e gastam na empolgação enquanto o saldo da conta e o limite do cartão de crédito permitir. O que termina impactando na quarta parte.

4 – Custo variável:

É aquela compra eventual de um remédio ou um presente, enfim, algo extraordinário que aconteceu no mês, mas que não deverá se repetir nos próximos.

Se o seu dinheiro estiver bem divido e planejado, com exceção de uma emergência de valor significativo, a chance de você ficar sem dinheiro até o final do mês será bem pequena.

Claro que para isso deve seguir seu orçamento com muita disciplina, e se for o caso de remanejar alguma verba, reduza sempre do seu lazer, e não de seus investimentos, mas não deixe de pagar custos fixos e muito menos faça a bobagem de pagar o valor mínimo do cartão de crédito. Ah, e não é opção usar limites de crédito pra cobrir as verbas de lazer.

Agindo assim seu dinheiro vai cobrir o mês inteiro, e aquela ansiedade pela chegada do próximo salário vai deixar de fazer parte de sua vida.

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A caderneta de poupança deixou de ser um bom investimento. Entenda a razão.

107349205Bem amigos, é muito comum ouvir das pessoas a seguinte pergunta: Qual o melhor investimento? Essa é uma pergunta muito complexa para responder, já que existem muitas variáveis que influenciam nessa escolha, e algumas delas como tolerância aos riscos do mercado, já comentamos aqui outras vezes.

Mas resolvi tocar no assunto pelo extremo oposto. O que não é um bom investimento pra ninguém: a má, velha e ultrapassada caderneta de poupança.

Sei que estou levantando uma polemica grande, mas me valho de números pra provar o que direi aqui. Fico espantado com que frequência muitos economistas vão aos microfones de radio e televisão falar sobre finanças e ainda apontam essa modalidade de investimento como uma alternativa para o nosso dinheiro.

Há pouco mais de um ano o governo federal promoveu mudanças importantes na forma de remuneração da poupança. Mudanças essas que pioraram e muito a rentabilidade, e por incrível que pareça, no mês seguinte o número de depósitos subiu a nível recorde. Creio eu que isso se deve à forte campanha do governo e dos bancos alardeando essas alterações como algo positivo, tirando proveito da ignorância financeira dos brasileiros.

Como o nosso papel é informar, e depois de um ano em vigor desse novo modelo, temos dados para comprovar que era tudo balela e que muitos poupadores perderam dinheiro nesse período.

Pra fazer o que fez o governo usou o argumento da queda da taxa referencial de juros (SELIC) a patamares históricos mínimos, o que verdade. O governo usou ainda seus bancos (Caixa e Banco do Brasil) para forçar a redução dos juros bancários ao consumidor final, o que reduziria os lucros dessas instituições, mas para compensar promoveu as mudanças na caderneta de poupança.

O que ninguém falou aos depositantes era que a inflação estava descontrolada e que isso corroía o rendimento de suas aplicações.

Como era e como ficou a remuneração da caderneta

Antes de maio de 2012 o poupador tinha um rendimento garantido de 0,5% ao mês mais TR, o que significaria uma taxa de 6,197% nos últimos 12 meses.

A regra atual diz que enquanto a taxa de juros permanecer abaixo de 8,5% a.a., a poupança será remunerada a 70% da SELIC + TR, uma taxa portanto de 5,63% no último ano.

A TR acumulada no período é de apenas 0,027%, e a nova SELIC 8% (70% da SELIC = 5,6%).

O Problema

A questão é que nesse mesmo período a inflação foi de 6,49%, e isso significa que se você deixou seu dinheiro de maio do ano passado a maio desse ano nessa aplicação, só perdeu!

Seu dinheiro se desvalorizou 0,86%. É verdade, você não ganhou nada, e ao contrário disso, perdeu dinheiro. E tem gente que diz que a poupança não tem riscos.

E o que fazer então? A melhor coisa é em primeiro lugar procurar alguém que entenda de investimentos de verdade, e dificilmente essa pessoa é seu cunhado, seu sogro e até mesmo o gerente de seu banco. O profissional adequado é um assessor de investimentos. Informe-se, estude, não tenha preguiça!

Uma boa alternativa de investimento, e que tratamos aqui recentemente são os títulos públicos, mas não despreze outras opções como fundos imobiliários, debêntures e principalmente ações, desde que tenha um profissional que lhe oriente e acompanhe as suas operações.

Como digo sempre, o conhecimento é a ferramenta fundamental para fazer o seu dinheiro crescer. Fique esperto! Só você sabe o quanto ralou pra ganhar seu dinheiro.

É hora de entrar em AÇÃO!

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3 dicas para começar a educar financeiramente os jovens do Brasil

161816522Bem amigos, ao longo do tempo sempre falamos aqui sobre a necessidade de transformar a cultura financeira do brasileiro, mas sabemos que esse não é um processo fácil nem rápido. Tão importante quanto mudar essa realidade, é necessário começar a formar uma nova geração preparada para esse objetivo. Mas em nosso país ainda não existem programas oficiais e abrangentes de educação financeira.

É bem verdade que aqueles pais que desejarem preparar seus filhos para ter uma relação tranquila com o dinheiro já podem contar com uma boa bibliografia para lhes ajudar nessa tarefa, e pra motivá-los a começar, vamos ver algumas atitudes simples que podem ser tomadas, e que são consenso entre os educadores financeiros.

Dica 1: Organização.

Para ser bem sucedido financeiramente seu filho tem que ser organizado e planejar bem seus gastos. A dica aqui, é que ao fazer a sua lista de compras, convide-o a participar e contribuir com os itens que são de seu interesse. É muito provável que nas primeiras oportunidades ele queira inserir os produtos mais absurdos e desnecessários possíveis, e aí está uma grande chance de fazê-lo entender a razão de listar o que deve ser comprado para evitar desperdícios e ter controle dos gastos familiares.

Leve-o para fazer as compras dessa lista e calcule o valor total, compare com o orçamento planejado e discuta a tarefa depois ouvindo as impressões dele e pontuando as correções que julgar necessário. Essa ação irá ajuda-lo sentir-se responsável e parte importante das decisões da família.

Dica 2: Responsabilidade.

Com dinheiro não se brinca. E pra aprender a lidar com responsabilidade com ele é preciso praticar. Então sugiro que pague mesada regularmente ao seu filho, mas seguindo algumas regrinhas.

Em primeiro lugar estabeleça as tarefas e os objetivos que ele tem que cumprir para fazer jus ao dinheiro, pra que ele saiba que dinheiro não vem fácil pra ninguém.

Depois construa com ele um orçamento para planejar como irá gastar. Não se esqueça de propor uma reserva para algum tipo de investimento financeiro para que desde já comece a pensar em seu futuro.

Aproveite e inclua no valor quantias de despesas que você tem com ele e o atribua a responsabilidade de pagá-la como a escola ou um curso, por exemplo, e cobre os recibos.

Essas atitudes darão a ele noção de valor.

Dica 3: Planejamento.

Uma boa maneira de ensinar seu filho a se planejar financeiramente é aproveitar a oportunidade em que ele peça algo que não está em seus planos financeiros, mas que você tenha condições de lhe proporcionar, e lhe fazer a seguinte proposta:

Compre com o seu dinheiro.

Provavelmente ele lhe dirá que não tem como, e aí você propõe a compra com a condição de que ele pagará parte do objeto do desejo através de descontos em sua mesada nos meses seguintes. Divida o valor que caberá a ele e inclua uma taxa simbólica de juros.

Essa atitude lhe ensinará a se planejar e poupar para adquirir as coisas que deseja.

São coisas simples e diretas que devem passar a fazer parte do cotidiano da criança e do adolescente, e que com o tempo se tornarão hábitos tão corriqueiros e normais que sua tranquilidade financeira estará assegurada.

Em alguns momentos pode se tornar trabalhoso, principalmente ao ter que lidar com a rejeição que ele pode sentir, principalmente se já for acostumado a ter um comportamento de consumo irregular, mas como isto está no escopo das tarefas de pais, tratar da educação de seus filhos inclui as finanças também.

Tenham cuidado com as chantagens emocionais que podem acontecer, e não cedam a choros e coisas do gênero simplesmente para acabar com o problema. Sejam fortes e serão recompensados no futuro.

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Títulos públicos: Um opção segura, acessível e mais rentável que a poupança.

Tesouro-DiretoBem amigos, como já vimos aqui outras tantas vezes nem só de caderneta de poupança e CDB deve viver o pequeno e conservador investidor brasileiro. Eu vejo claramente uma significativa evolução do conhecimento das pessoas a respeito de outros produtos financeiros que são muito acessíveis e que compensam muito mais que os clássicos já citados que são oferecidos pelos bancos.

A razão pela qual os bancos não nos oferecem esses produtos nós já falamos em outro artigo, e entendemos que se não buscarmos por conta própria um bom lugar para o nosso dinheiro, este não virá até nós sozinho. Em tão continuo apostando na informação como fator preponderante para que nosso plano de riqueza tenha sucesso.

Diante disso, e para falar de algo que atende muito bem aos conservadores, vamos conhecer um pouco sobre títulos públicos.

No início do ano de 2002, o governo federal criou em parceria com a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) o programa Tesouro Direto com o objetivo de popularizar o acesso dos investidores de todos os portes a este produto.

Um título público nada mais é que um recibo de empréstimo tomado pelo governo para que ele possa fechar as contas de seu orçamento, além disso, também pode usar esse instrumento como meio de controle da quantidade de recursos financeiros circulando em nossa economia.  Então quando o governo entende que deve aumentar o dinheiro em circulação ele recompra os títulos do mercado, e quando quer diminuir, ele vende.

Para adquirir títulos públicos é muito simples, basta que a pessoa tenha CPF e ao menos uma caderneta de poupança, não precisa nem ser conta corrente. Tendo isso pode ir direto ao site do Tesouro Nacional e escolher entre as opções de títulos disponíveis a que melhor lhe atenda.

Veja as características de cada um deles na tabela abaixo:

Títulos públicos

Vale ressaltar que os títulos públicos tem rentabilidade muito mais atrativa que a poupança e baixíssimo risco. São investimentos de renda fixa que inclusive lastreiam boa parte dos fundos dessa modalidade, e se é do seu interesse montar uma cesta de produtos eliminando o banco como atravessador de seus rendimentos, eles atendem muito bem.

Os valores iniciais de investimento são muito baixos, e podem partir de R$ 30,00 (0,1 título) de acordo com a disponibilidade de momento. No momento que escrevo esse artigo o de menor valor (R$ 72,11) é uma LFT com vencimento em 01/01/2017 pagando uma taxa de 9,36% ao ano e a de maior rentabilidade é uma NTN-F com vencimento em 01/01/2023 pagando 10% ao ano (R$ 103,40).

Procure mais informações com seu assessor de investimentos, esqueça os palpiteiros já que dinheiro é assunto de profissionais e diversifique o seu portfólio com eficiência.

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